O que o futuro do trabalho reserva para as próximas gerações? Flexibilidade, tecnologia e anywhere office estão entre as principais tendências para 2020. Quer saber mais? A gente te conta.
Lembra da virada do milênio e todas as expectativas sobre o futuro? Bom, chegamos no futuro e ele trouxe diversas novidades e mudanças no mercado de trabalho. E a cada ano que passa, vemos novas mudanças e tendências aparecendo. Por isso, vamos falar sobre o futuro do trabalho em 2020.
Preparamos um texto explicando as 5 maiores tendências sobre o futuro do trabalho no ano de 2020. Aproveite para entender sobre as principais questões que farão a diferença na vida dos profissionais e no dia a dia das empresas. Acompanhe!
1. HAVERÁ UMA MAIOR ÊNFASE NO EQUILÍBRIO ENTRE VIDA PESSOAL E PROFISSIONAL

O avanço da tecnologia e das ferramentas digitais permite que os funcionários trabalhem de qualquer lugar. Assim, haverá mudanças na rotina de trabalho e dinâmica entre a vida pessoal e profissional de todos.
A crescente quantidade de profissionais migrando para o trabalho remoto demonstra que esse equilíbrio tem sido mais procurado. Eles estão investindo em técnicas de produtividade e repensando seu relacionamento com trabalho e carreira.
Vale apontar que esse equilíbrio já é um grande critério durante a procura de empregos e é uma tendência de recrutamento a ser observada. Segundo o relatório Randstad Employer Brand Research 2017, um bom equilíbrio entre a vida pessoal e profissional é uma das questões mais importantes que os candidatos avaliam antes de optarem ou não por uma empresa.
Esse aspecto perde apenas para um salário atraente e a segurança de longo prazo naquele emprego/carreira.
Essa mudança de critérios no processo de recrutamento é algo recente. Eles não existiam em grandes números há cinco ou dez anos. Mas não se deve enxergar essa tendência como algo passageiro. O futuro do trabalho como conhecemos hoje está sendo formado pelas mudanças desse ano.
O que isso significa?
A busca por esse equilíbrio entre profissional e pessoal não se refere apenas a horários. Refere-se também à saúde física e mental.
Em uma pesquisa realizada sobre o estresse em funcionários e profissionais, constatou-se que metade das pessoas entrevistadas admite procurar um novo trabalho quando consideram que o estresse é elevado. Além disso, 25% desses entrevistados dizem ter largado o emprego por conta do estresse que existia no local de trabalho.
Fica claro, assim, como a conscientização sobre o equilíbrio emocional no ambiente de trabalho tem crescido até se tornar um grande fator no dia a dia.
Logo, entende-se que os empregadores precisarão ser mais flexíveis em relação aos funcionários e sua qualidade de vida no ambiente de trabalho. Algo que assegura, ao mesmo tempo, uma satisfação de longo prazo com a empresa e que o trabalho seja cada vez mais produtivo.
Apesar dessa mudança trazer diversas vantagens para ambos os lados, ela também traz alguns novos desafios.
Será necessário, por exemplo, um relacionamento mais transparente entre empregador e funcionário sobre suas expectativas e limites. O objetivo é que o time realize suas atividades da melhor forma possível.
Embora muitas coisas ainda estejam sem respostas nesse universo da flexibilização do trabalho, é provável que surjam novas políticas em torno da desconexão durantes as horas de folga. Como no caso da lei trabalhista aprovada na França, em 2017, que dá aos trabalhadores o direito de se desconectar do e-mail do escritório.
2. NO FUTURO DO TRABALHO EM 2020, O RITMO DO TRABALHO AUMENTARÁ
Não se engane: o fato das pessoas buscarem mais equilíbrio entre a vida pessoal e profissional não significa que iremos trabalhar menos. Na verdade, a velocidade e rendimento de trabalho das pessoas deve aumentar nos próximos anos.
A busca por produtividade já existe como uma iniciativa das empresas e dos profissionais. Assim, aproveita-se de ferramentas colaborativas e automatizadas para aumentar o rendimento por hora/dia de trabalho. Esses avanços (tanto em ferramentas, serviços, aparelhos e IA) têm sido criados para que as tarefas possam ser feitas com mais eficiência. Dessa forma, acabando com as longas jornadas, horas extras e, principalmente, a sobrecarga dos trabalhadores.
Com esse novo ritmo de trabalho, os funcionários trabalham com mais de forma mais eficiente em menos tempo, o que leva a empresa a funcionar mais rápido. Por muito tempo atrelou-se esse aumento de eficiência no dia a dia de trabalho à inteligência artificial.
Diferente do que foi muito discutido nos últimos anos — e até vendido pela indústria do entretenimento —, as máquinas não substituirão as pessoas. Elas, na verdade, ajudarão trabalhadores humanos a realizarem suas atividades de forma melhor, mais eficiente e rápida. Um estudo da Mckinsey aponta que cerca de 60% das ocupações de trabalho poderiam ter ao menos 30% ou mais das suas atividades completamente automatizadas.

A mudança tecnológica
A inteligência artificial e outros avanços tecnológicos serão grandes peças no futuro do trabalho, mas ao invés de tomar um espaço já existente, serão complementares ao que temos atualmente. É importante lembrar que ao mesmo tempo que a tecnologia e nichos relacionados à ela tem crescido nos últimos anos, em paralelo tem uma busca por inteligência emocional, conexões humanas e outras habilidade interpessoais.
A partir desse cenário, conclui-se que as empresas serão desafiadas a encontrar formas de gerenciar essa aceleração: estimular e aproveitar esse desenvolvimento dos funcionários, evitar desgastes e proporcionar um ambiente em que funcionários consigam encontrar esse equilíbrio entre a vida pessoal e profissional e manter uma produtividade constante.

3. A IMPORTÂNCIA DA MENTORIA FICARÁ EVIDENTE
O futuro do trabalho em 2019 não é totalmente relacionado à tecnologia. Algumas questões mais humanas terão ainda mais foco do que os avanços de inteligência artificial e aparelhos para facilitar processos.
É visto nos profissionais mais jovens, por exemplo, uma grande ansiedade em progredir rapidamente na carreira. Alguns estudos indicam, por exemplo, que 91% dos profissionais millennials consideram o avanço rápido na carreira uma prioridade máxima em suas carreiras. Além disso, conforme uma pesquisa da Willis Towers Watson, mais de 70% dos trabalhadores com alto risco de retenção afirmam que deixariam seus trabalhos atuais visando progredir em suas carreiras.
Isso demonstra como a evolução de carreira e o interesse por evolução no âmbito profissional é uma prioridade. Com isso, existe uma forte tendência e necessidade das empresas estruturarem iniciativas e programas para apoiar e orientar os funcionários em seus aprendizados e no desenvolvimento da carreira.
Sem tais iniciativas e falta de transparência da empresa sobre o plano de carreira e possibilidades de avanço, o funcionário provavelmente terá uma dificuldade em se conectar com a cultura da empresa. Logo, terá menos interesse em prosperar na sua função e não terá o rendimento máximo possível.
De acordo com a pesquisa da Deloitte, os colaboradores que pretendem permanecer na empresa por mais de 5 anos têm duas vezes mais chances de ter um mentor (68%) do que não (32%). Esse relacionamento de mentor/mentorado também não é algo recente no mercado de trabalho. Contudo, tem se intensificado nos últimos anos. Isso se deve, em parte, ao aumento de interesse em um ambiente colaborativo e focado em compartilhamento de informações.
Entre todas as tendências sobre liderança e dinâmicas de trabalho que surgem e desaparecem, a mentoria é, com certeza, aquela que parece ganhar ainda mais força no futuro do trabalho em 2020.

4. O TRABALHO REMOTO SERÁ CADA VEZ MAIS COMUM NO FUTURO DO TRABALHO EM 2020
Graças a um estudo do Instituto de Economia Alemã é sabido que o trabalho remoto traz vantagens não apenas para os funcionários, mas também para os empregadores. Segundo a pesquisa, 59% dos europeus entrevistados consideram que, ao trabalharem de casa ou em outro local fora da empresa, tornam-se mais satisfeitos e produtivos com o trabalho.
Isso acontece, em parte, porque os trabalhadores se sentem menos vigiados e controlados pelos chefes. Logo, cria-se uma mudança no relacionamento entre empregado e empregador. O funcionário que não tem um chefe ou gerente tentando controlar suas tarefas e fazendo um micromanaging se sente mais respeitado, confiante e proativo para realizar sua função. Assim, cria-se um relacionamento de mais transparência e respeito que, inconscientemente, gera uma maior satisfação e fidelidade com a empresa.
Com a flexibilidade do trabalho remoto, empresas também podem encontrar uma diminuição de gastos e novas variáveis de conversão para o sucesso que não existiam antes. Funcionários que trabalham remotos não só podem se tornar mais produtivos e satisfeitos, como encontram mais oportunidades de networking. Eles também fazem conexões e têm crescimento profissional ao frequentarem ambientes de trabalho novos, como coworkings e espaços de nicho.
Em outro grupo da pesquisa, realizado em organizações mais controladoras, o nível de satisfação era essencialmente mais baixo, com apenas 45%. Ao mesmo tempo, 32% dos colaboradores em um regime de controle mais severo relataram problemas com seus líderes, contra apenas 13% do grupo que conta com mais liberdade. Nota-se que a severidade em controle e monitoramento do funcionário gera mais resultados negativos do que positivos.
Benefícios do trabalho remoto
Além dessa mudança de relacionamento entre funcionário e empresa, o trabalho remoto fornece muitos benefícios práticos para o dia a dia de profissionais. Sem precisar se deslocar indo e vindo do trabalho, o profissional ganhar horas valiosas e úteis no seu dia. Além disso, diminui-se consideravelmente o estresse com situações indiretamente ligadas ao trabalho, como o próprio trânsito do trajeto de ir e vir.
Profissionais com filhos pequenos, que dependem de ajuda de amigos e família ou creches, ganham um tempo de qualidade com a opção do trabalho remoto. E profissionais que estavam fora do mercado de trabalho por falta de apoio ou recursos para conciliar paternidade/maternidade com o trabalho podem ser re-inseridos no mercado graças ao trabalho remoto.

O que a pesquisa revelou
De todos entrevistados, 35% indicam que o principal determinante para o ritmo do trabalho é o passo dos colegas. Logo, se seus colegas não estão investidos em desenvolver uma rotina produtiva e foco no ambiente de trabalho, é provável que o seu próprio ritmo desacelere para acompanhar.
Os mesmos entrevistados mostram que 26% dos profissionais se orientam principalmente pelas necessidades dos clientes. E apenas 2% informam que adequam o ritmo à supervisão direta dos chefes.
Esses dados mostram que mais de 60% dos profissionais não possuem uma autonomia em construir sua própria rotina de trabalho. E isso pode demonstrar uma falta de maturidade e conhecimento sobre sua produtividade e rendimento no dia a dia.
Nesse âmbito, o trabalho remoto é uma forma de exigir esse conhecimento do profissional e colocar a teste suas habilidades de organização pessoal.
Os autores do estudo disseram que muitas organizações ainda demonstram receio de perder o controle sobre os funcionários ao permitir um expediente mais flexível ou um trabalho totalmente remoto.
Essa colocação demonstra como o sentimento de insegurança e desconfiança entre empregador e funcionário ainda é recorrente no mercado e precisa ser abordado e resolvido.
5. OS COWORKINGS GANHARÃO AINDA MAIS ESPAÇO NO FUTURO DO TRABALHO EM 2020
Os espaços de coworking representam um grande ponto de virada quando falamos no futuro do trabalho. Segundo um estudo da Global Coworking Survey, de 2017, mais de 1,1 milhão de pessoas realizaram seus trabalhados em 13.800 espaços de coworking em todo o mundo.
Cada vez mais, empresas de todos os portes estão reconhecendo e usufruindo dos benefícios que um espaço de coworking traz para os seus negócios e funcionários.
Esses novos espaços de trabalho têm se tornado, cada vez, mais uma preferência para diversos profissionais. São eles freelancers, empreendedores e contratados independentes ou profissionais autônomos.
Agora, além desses perfis de trabalhadores, o número de empresas com equipes grandes e pequenas migrando para os coworkings tem crescido a cada mês.
Isso acontece por diversas razões: a quantidade de clientes corporativos que contam com mais de mil funcionários usando o WeWork, por exemplo, dobraram em um ano.
Grandes organizações como Facebook, Microsoft, Bank of America e Starbucks, para dar outro exemplo, também já se tornaram parceiras do WeWork e estão alocando algumas equipes em espaços de coworking.
Vantagens dos coworkings
Esses espaços trazem diversas vantagens: redução de custos com escritório e aluguéis — em média, as empresas podem economizar cerca de 25% em comparação com espaços alugados; trazem também oportunidades de networking e interação com outros profissionais.
O coworking é um ambiente muito próspero para despertar a criatividade dos profissionais, a fim de resolver problemas simples ou complexos.
Entre os motivadores das empresas se abrirem para os coworkings está a inovação de ambiente e o aumento de produtividade dos funcionários. Em suma, os coworking trazem grande diversidade de vantagens em várias áreas que beneficiam pequenas, médias e grandes empresas, assim como profissionais independentes.
CONCLUSÃO DO FUTURO DO TRABALHO EM 2020
Em 2019, a tendência do futuro do trabalho em 2020 é que existirá muito mais parcerias entre empresas e coworkings. Já vemos como as relações colaborativas têm crescido nos últimos meses e espera-se que os coworkings e espaços alternativos estejam à frente dessa mudança. Além disso, grandes empresas lançarão suas iniciativas dentro desse contexto.
O futuro do trabalho em 2020 está tornando os coworkings uma espécie de caldeirão em que muitas iniciativas e inovações mudarão o curso de trabalhos, pessoas e mercados. Faça um teste gratuito para sua empresa e experimente algumas dessas vantagens na mudança do mercado de trabalho. Se você prefere um local construído especialmente para você, clique aqui e conheça o modelo Built to Suit.

Texto escrito por Renato Ribeiro, Content Onwer no BeerOrCoffee e Bruna Miranda, criadora e estrategista de conteúdo.

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